O mercado de nobreaks no Brasil está aquecido e cada vez mais empresas buscam pela segurança de seus dados e pela continuidade do trabalho durante uma instabilidade no fornecimento de energia, por isso o produto tem se tornado indispensável no setor corporativo.

A principal função de um nobreak (ou UPS, em inglês) é, além de proteger os aparelhos, garantir o funcionamento deles numa situação de interrupção de energia, ou seja, após um apagão ou sobrecarga, as atividades não precisam ser interrompidas. “Nobreaks são essenciais para garantir a segurança de informações. Há diversos tipos no mercado, que diferem pela topologia, pela potência, número de tomadas, tamanho e flexibilidade no armazenamento de energia”, afirma Adriana Nobre da APC by Schneider Electric.

Empresas de menor porte, muitas vezes, não possuem um departamento específico de TI. No entanto, o armazenamento de dados, rede e a proteção de seus equipamentos são essenciais. Segundo levantamento feito pela APC by Schneider Electric, falhas de energia são a principal causa de inatividade para 40% das companhias e para uma empresa de médio porte, 1 hora de inatividade pode custar algo em torno de R$168 mil reais.

Ainda segundo o levantamento, uma em cada quatro empresas poderá quebrar após a perda de dados. Para garantir o total desempenho de um nobreak é necessário escolher o tipo mais adequado para cada ambiente.

Existem três tipos de nobreaks: off-line, interativo e online (dupla conversão). A diferença entre eles está na capacidade de regular as flutuações da rede elétrica, a topologia off-line protege somente em casos de falta de energia, enquanto o interativo vai além e pode proteger também contra ruídos, surtos e variações de tensão, sendo apropriados para pequenas e médias aplicações. No caso dos nobreaks de dupla conversão, esta regulação é constante e ininterrupta, independente da qualidade da energia fornecida. Estes produtos são indicados para aplicações críticas, como hospitais, data centers e equipamentos de médio e grande porte.

No caso de falta de energia, o inversor do nobreak entra em ação, convertendo a energia contínua das baterias para alternada, simulando nossa rede convencional e mantendo o equipamento alimentado. A qualidade deste fornecimento divide os nobreaks entre Senoidais e de Onda Quadrada (Senoidal Aproximada). Os nobreaks offline geralmente são de Onda Quadrada, devido ao seu baixo custo, enquanto nobreaks interativos também podem ser Senoidais. Já a topologia online é sempre associada a um fornecimento Senoidal, devido a sua aplicação.

A primeira questão que deve ser avaliada é qual finalidade terá o nobreak, quais equipamentos serão ligados e qual a tensão e corrente que cada um necessita, apartir destes dados, a potência do nobreak pode ser estimada, é recomendado levar em consideração a possibilidade de futuros equipamentos ligados ao nobreak e acrescentar uma margem de folga. A potência do nobreak é informada em volt-ampère (VA), enquanto nos aparelhos vendidos no Brasil é informada em Watts, neste caso basta converter as unidades de medidas, procurando esta informação na caixa ou manual do produto. A APC by Schneider Electric disponibiliza uma ferramenta para facilitar a escolha do no break ideal, utilizando de diversas aplicações: http://escolha.apc.com/

“É importante considerar quantos equipamentos serão ligados ao nobreak e qual o resultado esperado do mesmo. Além de permitir que dados sejam salvos no caso de uma queda inesperada de energia, os nobreaks protegem os aparelhos de queima em caso de descargas elétricas, como raios”, completa Adriana.

Outro ponto importante é checar a autonomia, que é o tempo que o produto continuará alimentando os aparelhos ligados a ele num cenário de queda de energia. A configuração flexível e a capacidade do nobreak integrar-se com a gestão de infraestrutura da empresa também são pontos que merecem atenção. Recursos de economia de energia e que desligam aparelhos como monitores e impressoras quando não utilizados também são itens que devem ser observados.

Algumas empresas já possuem fontes de alimentação ininterruptas (UPS), mas como qualquer outro produto, eles também sofrem regularmente atualizações e melhorias, por isso vale verificar se sua empresa não está com equipamentos que não atendam mais os requisitos dos computadores e aparelhos eletrônicos mais modernos.

 

 

Fonte: Schneider Electric